(*) Conheça os tipos de próteses de silicone e saiba como escolher

A insatisfação com o próprio corpo é um mal que aflige muitas mulheres. Quando ela começa a afetar sua autoestima, porém, é hora de procurar soluções. Não por acaso, o Brasil é um dos países que mais se preocupa com a estética.

Segundo dados de pesquisa feita pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), ficamos atrás somente dos Estados Unidos. Entre as preferidas do público, majoritariamente feminino (85,6%), está a colocação de próteses mamárias.

Seja para melhorar a autoestima, valorizar o colo, projetar ou acabar com a aparência flácida das mamas, a mamoplastia de aumento é uma das cirurgias plásticas mais procuradas.

A seguir, explicamos um pouco sobre os diferentes tipos de próteses de silicone e para quem são indicadas. Acompanhe!

Como escolher um entre os vários tipos de próteses de silicone?

Com tantos biótipos diferentes, a variedade de próteses está aí para acompanhá-los. Elas podem variar em forma (redonda, cônica ou em gota), em projeção (baixo, moderado ou alto), em superfície (poliuretano, lisa ou texturizada) e, ainda, no conteúdo (silicone gel ou salina). Ufa! É muita coisa, não é mesmo?

Para descobrir a ideal para cada caso, o mais indicado é consultar um cirurgião plástico, que sabe a que melhor funciona para cada situação. Existem tabelas com medidas indicadas, mas também se levam em conta a finalidade da prótese, o tipo e o tamanho do corpo, e outros.

O silicone é o único material disponível?

Sim, elas ainda são feitas exclusivamente com silicone. As mais modernas levam gel de silicone coesivo, que também tem consistência natural, além de ser agradável ao toque. Todas as próteses usadas no país devem passar pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para receber um selo de qualidade e uma certificação.

Quais os principais formatos de prótese?

Existem três principais formatos quando estamos falando dos tipos de próteses de silicone disponíveis atualmente. Saiba, a seguir, quais são eles.

1. Em gota

A prótese em gota, como é conhecida popularmente, também pode ser chamada de “anatômica”. Isso porque a maior parte do volume de silicone nesse tipo de prótese concentra-se na parte de baixo, o que aumenta a mama sem perder o contorno natural.

Com ela, o colo fica pouco marcado. Como tem pouca projeção, acaba sendo a mais utilizada em cirurgias para reconstrução de mama. Também é indicada para mulheres sem flacidez e com mamas bem proporcionadas.

2. Cônico

Entre os formatos disponíveis, a prótese cônica agrada bastante porque deixa um aspecto bem natural, já que projeta as mamas sem precisar de volumes muito grandes de prótese. Como o nome explica, ela tem formato de cone e não aumenta muito nas laterais.

É indicada, principalmente, para quem tem tórax e ombros mais estreitos que o quadril — o famoso corpo em formato de pera, um dos mais comuns entre as brasileiras.

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3. Redondo

A prótese com formato redondo é a mais utilizada até o momento. Ela preenche igualmente todos os espaços da mama e do colo. Dependendo do volume, da projeção e da forma como é colocada, pode dar um aspecto mais artificial.

O que muda na projeção?

A projeção — ou seja, o quanto as mamas ficarão mais “para a frente” e o quanto a prótese vai se espalhar pelo espaço — pode variar.  Entenda a diferença entre elas a seguir.

Perfil baixo

Indicada para quem tem o tórax mais largo ou quer aumentar o tamanho das mamas sem projetá-las muito para a frente, a prótese de perfil baixo tem a largura maior que a altura. Ela, porém, não costuma ser muito utilizada.

Perfil moderado

No perfil moderado, a base ainda é larga, porém menos que no perfil baixo. Ele oferece pouca projeção para a frente, mas um preenchimento moderado do colo.

Perfil alto

Diferentemente das anteriores, próteses de perfil alto têm mais altura que largura. Com as bases menores, projeta as mamas para a frente sem preencher tanto assim. Isso marca menos o colo e oferece um aspecto mais natural.

Perfil superalto

Há ainda quem prefira preencher bem o colo e, ao mesmo tempo, dar maior projeção. Para esses casos, encontramos próteses de perfil superalto, com base ainda menor e maior projeção.

Quais as texturas de prótese disponíveis?

A textura das próteses tem relação com a aderência que elas terão no corpo. Existem próteses lisas, texturizadas e próteses de poliuretano. Conheça-as a seguir!

Próteses lisas

Pelo próprio nome você já pode intuir que a prótese lisa é aquela que apresenta uma superfície sem rugosidades. A desvantagem, no entanto, é que esse modelo oferece maior risco de contratura capsular — que é quando ocorre a retração da cápsula fibrosa em torno do implante, ou seja, o endurecimento da mama.

Próteses texturizadas

Exatamente por oferecerem risco de contratura, as próteses lisas quase não são utilizadas. Hoje em dia, as próteses texturizadas são mais comuns, em conjunto com as opções de poliuretano. As primeiras têm uma superfície rugosa, o que ajuda a melhorar a cicatrização e oferece maior aderência aos tecidos.

Próteses de poliuretano

Já as próteses de poliuretano são até mais seguras que as texturizadas, mas precisam de alguns cuidados especiais. Por serem mais aderentes, a incisão deve ser um pouco maior.

Por outro lado, são menos suscetíveis a sair do lugar — o que, em longo prazo, significa mamas firmes mesmo com o passar do tempo!

Agora que você conhece os tipos de próteses de silicone disponíveis no mercado, entende também como é importante a consulta a um cirurgião plástico. Afinal, ele pode indicar o que vai funcionar melhor para o seu caso.

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A realização de cirurgias plásticas está cada vez mais comum, segura e acessível. Por essa razão, cada vez mais pessoas recorrem a um cirurgião plástico para melhorar aspectos que não estão agradando em seus corpos.Powered by Rock Convert
Dr. Lecy Marcondes

DR. Lecy Marcondes

Dr Lecy Marcondes Cabral, Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, Fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões, 35 anos de profissão, graduou-se, em 1982, em medicina pela Faculdade de Medicina de Pouso Alegre, em Minas Gerais:

  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Integra o Corpo Clínico do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Pesquisador na área de Cirurgia Plástica
  • Premiado nos Fóruns de Pesquisa do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Autor de capítulos de livros publicados nas áreas de cirurgia e cirurgia plástica.
  • Diretor e Responsável da Clínica Integrada de Cirurgia Plástica São Paulo.

1 Comentários

  1. Avatar
    Claudia chiarellisays:

    Olá vcs atende o convênio notre dame avance 700? Fiz a bariátrica e quero fazer a Abnoplastia.

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