Entenda o procedimento de reconstrução de mama de maneira descomplicada

Quando a mulher é diagnosticada com câncer de mama, ela sabe que enfrentará um processo difícil e demorado. E que além de afetar seu corpo, o emocional também será abalado, principalmente se houver a retirada de parte do seio. Por isso, fazer a reconstrução de mama é tão importante para seu restabelecimento.

Esse procedimento já é realizado pelo Sistema Único de Saúde, sendo garantido pela Lei 12.802/2013. Nela consta que seja feita a mastectomia na mulher desde que se encontre em boas condições clínicas. Como, também, que tenha acompanhamento médico na sua recuperação.

Assim, para ampliar seu conhecimento e trazer a conscientização e prevenção para o Outubro Rosa, trouxemos no post informações sobre como é feito o procedimento e quando fazer a reconstrução mamária. Venha e leia tudo a respeito.

Como funciona a cirurgia de reconstrução de mama e qual o principal objetivo?

Embora o tratamento do câncer tenha evoluído muito, ainda existem procedimentos invasivos a serem realizados. No câncer de mama, por exemplo, se houver diagnóstico precoce, é possível fazer uma cirurgia menos invasiva para a retirada do tumor. Outra melhoria foi na questão da reconstrução mamária, em que a cirurgia plástica deixa a mama removida semelhante à que foi preservada.

Porém, a técnica dependerá do tipo de procedimento que foi feito para sua retirada, sendo ela a inserção de uma prótese, um expansor ou a gordura e pele do abdômen ou das costas. Geralmente, na eliminação do tumor, a aréola e o mamilo não são preservados.

Por isso, existe o método de dermopigmentação. Esse é realizado na camada superficial da pele e dura mais que a micropigmentação ou a tatuagem. Ele consiste em desenhar tridimensionalmente a aréola e o mamilo o mais próximo do real, usando tons que dependerão da cor da pele da pessoa. Mas o processo só pode ser executado após seis meses da cirurgia plástica. Geralmente, o profissional faz a pigmentação nas duas mamas para que fiquem uniformes. Caso precise, depois de 30 dias são feitos os retoques.

Quais os tipos de reconstrução de mama e as próteses que podem ser usadas?

Existem várias técnicas para a reconstrução de mama, a escolha dependerá da forma, tamanho e o lugar em que houve a eliminação do tecido. Usualmente, são realizados os métodos de prótese de silicone, de expansor cutâneo e transferência de retalhos de pele.

Prótese de silicone

É a mais indicada quando a mastectomia não comprometeu tanto a quantidade de pele e a paciente tem tecido satisfatório para reconstruir a mama. A prótese de silicone tem diversos tamanhos, formatos e texturas. O médico saberá qual a melhor conforme o biótipo e aparência do seio.

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Expansor

Em um primeiro momento, é inserido um expansor que parece uma prótese, porém é vazio e fica sob a pele. À medida que o tecido vai se recuperando, é feita a aplicação de soro fisiológico para ele encher até que a mama fique no tamanho indicado e com nova estrutura. Após, ele é retirado, sendo colocado o implante definitivo. No entanto, pode ocorrer o uso de expansor permanente, dependendo do caso.

Transferência de retalhos de pele

Essa técnica permite a remoção de tecidos de outras áreas do corpo da paciente para reconstruir a mama, podendo ser:

  • a pele, gordura e músculos da parte inferior do abdômen. O método cria um tipo de túnel, levando o tecido até a mama, mas ligado à área do local em que foi removido para haver vascularização. A mulher que realiza tal cirurgia precisa ter tecido adiposo sobressalente. Inclusive, é colocada uma tela de polipropileno no abdômen para a região não ficar enfraquecida;
  • parte do tecido adiposo da barriga é cortado para inserir na mama, porém esse procedimento precisa de uma microcirurgia para ligar os pequenos vasos. Não há uso de tecido muscular;
  • a rotação de retalho ou músculo grande das costas, do mesmo lado que será feita a reconstrução. Essa indicação é para casos em que não há pele suficiente na região da mama ou há outro problema.

O procedimento pode ser imediato quando a mastectomia e a reconstrução são feitas juntas, assim a paciente enfrentará um único período de recuperação e não precisará lidar com falta da mama. Por outro lado, há a intervenção tardia em que ela não apresenta condições clínicas na primeira operação e tem que esperar sua saúde melhorar para realizar o outro processo.

Em quais casos o procedimento é necessário?

Tanto a reconstrução da mama como a mastectomia são realizadas em mulheres que tiveram diagnóstico de câncer de mama e precisaram remover parte do seio. O ideal é que a reconstrução e plástica sejam feitas juntas.

Contudo, é preciso avaliar a saúde, porque há pacientes que ainda têm que fazer a radiação para finalizar o tratamento. Esse processo pode prejudicar a cicatrização da cirurgia. Inclusive, se o procedimento foi muito invasivo, o corpo precisará de um tempo maior para se restabelecer.

Logo, enquanto a mulher aguarda o momento correto para fazer a cirurgia plástica, ela pode usar sutiãs com enchimento, para que sua autoestima não fique tão frágil e ela se sinta mais segura consigo.

Quais são os possíveis resultados obtidos com a reconstrução de mama?

Embora as cicatrizes deixem lembranças, pois estão relacionadas ao tamanho do tumor que foi eliminado. Os resultados são muito satisfatórios. Mesmo o cirurgião fazendo os cortes de maneira discreta, elas permanecerão, inclusive no caso de uma operação para o uso de retalhos de pele na reconstrução. Porém, independentemente disso, são reduzidos os impactos físicos e psicológicos da paciente, ainda que seus seios não fiquem iguais ao que era antes.

Resumindo, para que a reconstrução de mama não se torne um problema a mais na sua vida, procure um médico e cirurgião plástico especializado na técnica e apto a realizar o procedimento. Na dúvida, consulte se ele faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Assim, terá mais segurança para realizar a operação.

Você curtiu este artigo? Então continue com a visita em nosso blog, leia mais sobre implante de silicone mamário, assim ficará bem-informado sobre o assunto!

A realização de cirurgias plásticas está cada vez mais comum, segura e acessível. Por essa razão, cada vez mais pessoas recorrem a um cirurgião plástico para melhorar aspectos que não estão agradando em seus corpos.Powered by Rock Convert
Dr. Lecy Marcondes

DR. Lecy Marcondes

Dr Lecy Marcondes Cabral, Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, Fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões, 35 anos de profissão, graduou-se, em 1982, em medicina pela Faculdade de Medicina de Pouso Alegre, em Minas Gerais:

  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Integra o Corpo Clínico do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Pesquisador na área de Cirurgia Plástica
  • Premiado nos Fóruns de Pesquisa do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Autor de capítulos de livros publicados nas áreas de cirurgia e cirurgia plástica.
  • Diretor e Responsável da Clínica Integrada de Cirurgia Plástica São Paulo.

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