IMC: entenda como ele afeta o resultado da cirurgia plástica

Quem procura por uma cirurgia plástica, seja por motivos exclusivamente estéticos ou após uma intervenção bariátrica precisa saber que existem vários fatores que podem influenciar diretamente no resultado da cirurgia. Um desses fatores é o IMC, que dependendo do valor, prejudica os resultados e até mesmo ser um fator de impedimento para a realização do procedimento.

Porém, você sabe o que é IMC e como exatamente ele pode afetar o resultado da intervenção cirúrgica? Não se preocupe! No artigo de hoje vamos explicar de forma detalhada o que significa esse parâmetro, como ele pode ser calculado, o que esse índice demonstra e ainda quais fatores podem interferir no valor. Em seguida, você vai descobrir como o IMC afeta o resultado da cirurgia plástica.

E aí, ficou interessado? Leia este post até o final e descubra!

O que é o IMC

O IMC é uma sigla que corresponde ao índice de massa corporal, ou seja, um número de que avalia o peso de uma determinada pessoa. Esse parâmetro é uma das principais formas de  classificar as diferentes faixas de peso e o primeiro indicador de obesidade adotado pela OMS — Organização Mundial da Saúde que começou a ser utilizado em todo o mundo a partir da década de 1990.

Apesar disso, o IMC não deve ser tomado como fator absoluto para medir a situação corporal, como veremos ao longo deste texto.

Como ele é calculado

Para se obter o número do IMC, são levadas em conta duas medidas: peso e altura. O número deve ser obtido a partir da divisão do peso pela sua altura ao quadrado, ou seja, multiplicada por ela mesma.

Por exemplo, suponha que uma pessoa pese 68 quilos e possui 1,72 de altura. A operação matemática seria a seguinte: 68/ (1,72 X 1,72) que resulta no valor de 22,9, que corresponde ao seu IMC. Mas o que esse número significa?

Existe uma escala adotada pelos médicos que diz como está a situação do nosso peso corporal. Os números padrões são os seguintes:

  • abaixo de 18,5, temos casos onde há a subnutrição;

  • de 18,5 a 24,9, o peso é considerado normal e o mais indicado para aquela pessoa;

  • a partir de 25 até 29,9, a pessoa está em caso de sobrepeso, mas ainda não configura obesidade;

  • acima de 30 já estamos diante de uma situação de obesidade;

  • de 35 a 39,9 é a chamada obesidade tipo II;

  • acima de 40, obesidade tipo III, que é o estágio mais grave do excesso de peso.

Quais fatores devem ser levados em conta

Apesar de existirem padrões de classificação para o IMC, alguns fatores devem ser levados pelos profissionais de saúde e nutrição na hora de fornecer o diagnóstico. Sexo, idade e nível de atividade física, por exemplo,  não podem ser desconsiderados na hora do cálculo, uma vez que podem ser decisivos.

Para entender melhor, basta imaginar duas pessoas com a mesma altura e exatamente o mesmo peso. Supondo que estamos diante de duas mulheres com 1,68 m de altura e 75 quilogramas, porém, uma delas é atleta de alta performance e possui em sua composição corporal, grande quantidade de massa magra (músculos) e a outra, sedentária e por isso, acumulou gordura em todo o corpo.

Apesar de ambas possuírem exatamente o mesmo peso, a primeira é considerada saudável enquanto a segunda, faz parte do grupo de pessoas que estão em sobrepeso. Por isso, em alguns casos, cabe uma avaliação mais profunda, com avaliação física de bioimpedância e dobras cutâneas para calcular o percentual de gordura de cada um, de forma individualizada.

IMC e resultado da cirurgia plástica

A cirurgia plástica para remoção de gordura ou excesso pele corporal é muito utilizada para quem deseja obter mais harmonia nas formas do corpo e também por pessoas que acabaram de passar por uma cirurgia bariátrica, que é uma intervenção no sistema digestivo voltada para o emagrecimento. No entanto, em ambos os casos existem algumas restrições a pessoas nas quais o tratamento não é o mais indicado. Hoje vamos falar especificamente em relação à influência do IMC no resultado da cirurgia.

A primeira coisa que precisamos ter em mente que cirurgia plástica não deve ser usada para emagrecimento e sim para correções estéticas. Dessa forma, quem deseja realizar um procedimento de lipoaspiração ou abdominoplastia não pode estar com o IMC elevado, sob o risco de não obter resultados na cirurgia satisfatórios ou mesmo retomar o antigo corpo depois de alguns meses por falta de hábitos saudáveis.

Por isso, antes da realização do procedimento, o indicado é que você adote uma rotina de estratégias alimentares e de exercícios físicos que visem a diminuição do peso corporal (e do IMC), para que, no momento da cirurgia, você esteja com o peso próximo do desejado.

Além disso, por questões de segurança, de acordo com a SBPC — Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, não são recomendadas extrações de gorduras superiores a 7% do peso corporal, ou seja, caso a pessoa possua 70 quilos no total, podem ser retirados apenas 4,9 quilos de tecido adiposo.

Isso porque, além de prejudicar no tão sonhado resultado, o excesso de tecido adiposo e até mesmo a obesidade são fatores agravantes na hora da cirurgia. Isso porque o excesso de gordura pode elevar a pressão arterial, alterar o metabolismo e ainda favorecer o surgimento de doenças que colocam em risco a saúde do paciente.

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O IMC ideal para quem busca resultados satisfatórios e duradouros é no máximo 29. No entanto, como alertado acima, cada caso deve ser observado de maneira isolada levando-se em consideração a estrutura corporal geral, densidade óssea, sexo e se a pessoa pratica atividade física.

Por exemplo, casos em que a pessoa possui um IMC um pouco acima desse valor, mas que apresenta bom condicionamento físico, pratica atividade física regular e mesmo assim ainda possui alguma gordura localizada, devem ser considerados da mesma forma.

Com tudo que vimos até aqui, o ideal é que se você deseja passar por uma intervenção cirúrgica visando a redução de gordura localizada ou excesso de pele é investigar a fundo suas condições de saúde por meio de exames, manter o IMC dentro do limite com hábitos saudáveis — comer de forma adequada, praticar atividades físicas, evitar o álcool e o cigarro etc. — e procurar ajuda com quem realmente entende do assunto. Lembre-se que um bom pré-operatório garante o melhor resultado na cirurgia!

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A realização de cirurgias plásticas está cada vez mais comum, segura e acessível. Por essa razão, cada vez mais pessoas recorrem a um cirurgião plástico para melhorar aspectos que não estão agradando em seus corpos.Powered by Rock Convert
Dr. Lecy Marcondes

DR. Lecy Marcondes

Dr Lecy Marcondes Cabral, Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, Fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões, 35 anos de profissão, graduou-se, em 1982, em medicina pela Faculdade de Medicina de Pouso Alegre, em Minas Gerais:

  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Integra o Corpo Clínico do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Pesquisador na área de Cirurgia Plástica
  • Premiado nos Fóruns de Pesquisa do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Autor de capítulos de livros publicados nas áreas de cirurgia e cirurgia plástica.
  • Diretor e Responsável da Clínica Integrada de Cirurgia Plástica São Paulo.

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