O que você precisa saber sobre mastopexia com implante de silicone?

As cirurgias plásticas feitas nos seios têm como finalidade harmonizar mamas que não agradam à mulher, fazer correções estéticas ou reconstruí-las (situação comum após a retirada de um câncer). Esse tipo de reparação ajuda as pessoas a viverem com mais qualidade de vida e maior autoestima, visto que é possível alterar o formato e o tamanho, assim como rejuvenescer os seios.

Nesse contexto, existem três tipos de cirurgia plástica. A primeira é chamada de mamoplastia de aumento, feita com prótese de silicone e indicada a mulheres com seios pequenos ou desproporcionais. A segunda é a mamoplastia de redução, realizada para reduzir o tecido mamário — que, quando em excesso, pode causar dores na coluna e problemas posturais.

A terceira opção é chamada de mastopexia e popularmente conhecida como lifting das mamas. Esse procedimento é eficaz para diminuir a flacidez dos seios e levantá-los, servindo também para corrigir imperfeições e assimetrias. Em alguns casos, para obter um efeito duradouro e bonito, é indicado introduzir a prótese de silicone na mesma cirurgia.

Neste artigo, abordaremos quais são as indicações, como é feita a cirurgia e quando a mastopexia com implante de silicone pode ser realizada, entre outras informações. Confira!

Quais são as indicações para a mastopexia?

mastopexia é uma cirurgia plástica cujo objetivo é retornar a mama para seu formato e sua posição originais. Normalmente, o procedimento é necessário em seios de aspecto caído ou pendente e com flacidez. Além disso, o lifting das mamas (como é popularmente chamada) pode ser recomendado para diminuir o tamanho das aréolas.

Após os 50 anos, os seios se tornam mais flácidos, o que é natural e acontecerá com toda mulher. Isso ocorre basicamente porque há uma substituição de tecido mamário por gordura, sem contar com a ação da gravidade ao longo dos anos.

A gestação é outro fator que pode deixar as mamas pendentes e flácidas. Afinal, durante o processo de amamentação, há um aumento do volume do seio e, após o seu fim, ele volta ao tamanho natural. No entanto, algumas áreas foram esticadas e podem se tornar flácidas.

Mulheres que oscilaram muito o peso ao longo da vida também sofrem esse processo, visto que há um crescimento da mama com posterior diminuição. Existem casos que não se encaixam nas indicações acima, mas recebem indicações de mastopexia se causarem incômodo. Como exemplo, podemos citar pessoas que têm tendência genética a desenvolverem seios pendentes e flácidos.

Como é feita a cirurgia plástica?

O primeiro passo para se submeter à mastopexia é realizar o pré-operatório pedido pelo médico. Nesse caso, são feitos os exames para o risco cirúrgico, que atestam a saúde da paciente. Entre eles, estão o hemograma completo, o coagulograma e o eletrocardiograma (além de outros relacionados ao quadro). O objetivo é evitar surpresas e complicações durante o procedimento cirúrgico.

Anestesia

Quando os resultados apresentam níveis satisfatórios, a pessoa está liberada para fazer a cirurgia. O tipo de anestesia usado depende da preferência do cirurgião plástico e das condições de saúde da paciente. Entre as opções, estão a anestesia geral e a peridural com sedação. Após esse passo, o profissional começa a realizar as incisões.

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Incisões

O tamanho dos cortes e os locais em que serão feitos dependem da quantidade de tecido a ser retirada, do tamanho da mama e do resultado que se deseja alcançar. Se houver pouco tecido flácido, o cirurgião pode optar por uma incisão periareolar, ou seja, no entorno da aréola. Essa etapa também é indicada para mulheres que desejam diminuir o tamanho da aréola, o que pode acontecer após a amamentação ou ganhos de peso.

Já para seios com grande excesso de tecido, pode-se optar por uma combinação de técnicas. No lifting das mamas, a incisão em T (da parte inferior da aréola até o sulco mamário, na vertical, e outra no sulco mamário, na horizontal) é muito usada, podendo ser associada à incisão ao redor da aréola.

Com as incisões, o cirurgião plástico retirará todo o tecido flácido e reposicionará as mamas, a fim de garantir um contorno natural e harmônico. Em alguns casos, também é preciso retirar gordura ou tecido glandular, o que será analisado pelo médico. Assim, é devolvida a aparência jovial aos seios, além de reduzir seu tamanho e volume.

Quando optar pelo implante de silicone?

Ao retirar tecido mamário para reformular os seios, é comum que algumas mulheres fiquem com espaços vazios. Para garantir a firmeza necessária, esses locais devem ser preenchidos, o que pode ocorrer com a prótese de silicone. Isso é importante porque o tecido restante na mama apresenta grande teor de gordura e, portanto, não tem força para sustentá-la.

Possibilidade de manter os resultados por mais tempo

implante de silicone também é uma ótima opção para garantir que o resultado da cirurgia plástica se mantenha por mais tempo. Isso porque a prótese não perderá seu contorno ao longo dos anos, deixando os seios no mesmo formato.

Além disso, o silicone não se transformará em gordura, como acontece com o tecido mamário. Sendo assim, as pacientes que optam por esse recurso terão seios firmes mesmo com o passar dos anos.

Redução do risco de câncer de mama

As mulheres que apresentam risco elevado de câncer de mama, como aquelas que já retiraram um tumor ou têm parentes próximos com a doença, também podem se beneficiar com o implante de silicone. Ao colocar a prótese, é possível retirar mais tecido mamário, visto que o silicone fará o papel de sustentação. Assim, diminui-se a chance de surgimento da doença.

Vale lembrar que quem decide se colocará a prótese ou não é a paciente. Afinal, na mastopexia, o cirurgião apenas indica o que acredita ser melhor. A longo prazo, a prótese mantém os resultados, mas eles também podem ser alcançados sem o silicone.

E então, entendeu como a mastopexia com implante de silicone é uma ótima opção para recuperar a autoestima de mulheres com seios flácidos ou pendentes? Lembre-se de que a cirurgia é delicada e, portanto, exige um cirurgião plástico experiente!

Ficou alguma dúvida? Entre em contato conosco, será um prazer ajudar você!

A realização de cirurgias plásticas está cada vez mais comum, segura e acessível. Por essa razão, cada vez mais pessoas recorrem a um cirurgião plástico para melhorar aspectos que não estão agradando em seus corpos.Powered by Rock Convert
Dr. Lecy Marcondes

DR. Lecy Marcondes

Dr Lecy Marcondes Cabral, Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, Fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões, 35 anos de profissão, graduou-se, em 1982, em medicina pela Faculdade de Medicina de Pouso Alegre, em Minas Gerais:

  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Integra o Corpo Clínico do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Pesquisador na área de Cirurgia Plástica
  • Premiado nos Fóruns de Pesquisa do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Autor de capítulos de livros publicados nas áreas de cirurgia e cirurgia plástica.
  • Diretor e Responsável da Clínica Integrada de Cirurgia Plástica São Paulo.

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