Outubro Rosa: descubra como se cuidar para prevenir o câncer de mama

Outubro Rosa é uma campanha realizada anualmente no mês outubro. O objetivo é conscientizar as mulheres para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, a fim de aumentar a chance de cura e reduzir a taxa de mortalidade.

O câncer de mama é o segundo mais frequente entre as mulheres no mundo todo, perdendo apenas para o de pele não-melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que, no Brasil, em 2018 e 2019, surjam 59.700 novos casos para cada ano. O risco estimado é de 56,33 ocorrências a cada cem mil mulheres.

A possibilidade de cura do câncer de mama é altíssima se a doença for diagnosticada no início. Por esse motivo, redigimos este artigo para falar mais sobre os fatores de risco, os sintomas e, principalmente, apresentar 10 dicas de como se prevenir. Confira!

Fatores de risco para o câncer de mama

O câncer de mama não tem uma causa específica. Diversos fatores podem contribuir para o aparecimento da doença. Entretanto, a presença desses riscos não significa que a pessoa terá câncer, mas será necessário um cuidado maior para prevenir seu desenvolvimento.

As campanhas do Outubro Rosa falam exatamente sobre isso e alertam sobre as possíveis causas do problema. Confira alguns fatores que estão relacionados ao câncer de mama:

Histórico familiar e genética

O histórico familiar é muito importante para definir as chances de desenvolvimento da doença. Pessoas com familiares de primeiro ou segundo grau que desenvolveram câncer de ovário ou de mama, especialmente antes dos 50 anos, compõem os grupos de risco. Já os fatores genéticos estão relacionados à presença de mutações em genes transmitidos na família.

Dessas mutações, as mais comuns são os genes BRCA1 e BRCA2. Em células normais eles previnem o desenvolvimento de tumores. No entanto, as versões mutadas não conseguem cumprir tal papel, e isso pode levar ao câncer.

História reprodutiva e hormonal

Refere-se à quantidade de hormônio estrogênio que a pessoa foi submetida, seja ele produzido de forma natural ou consumido de outras maneiras. Os fatores incluem: menarca precoce — primeira menstruação antes dos doze anos —, menopausa tardia (após os 55 anos), primeira gravidez após os trinta, não ter amamentado, uso de contraceptivos orais e reposição hormonal após a menopausa, principalmente por tempo prolongado.

Reposição hormonal

Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. No entanto, esse processo pode aumentar as chances de desenvolver câncer de  mama devido à ação de esteroides (como o estrogênio e a progesterona) no tecido mamário.

Esse tratamento é arriscado quando feito por tempo prolongado, geralmente acima de cinco anos. Como alternativa, são indicadas a prática de exercícios físicos e a adoção de uma dieta balanceada.

Idade

As mulheres entre 40 e 69 anos são mais propensas a desenvolver a doença. Isso porque a exposição a hormônios e as próprias alterações biológicas causadas pelo envelhecimento aumentam o risco. A partir de 50 anos, as chances são ainda maiores e os cuidados devem ser triplicados.

banner clínica integrada de cirurgia plásticaPowered by Rock Convert

Maus hábitos alimentares

A má alimentação é um fator importante para o desenvolvimento de câncer. Alguns alimentos, quando consumidos em períodos prolongados, podem transformar células saudáveis em cancerosas. É o caso de comidas gordurosas, enlatadas e processadas.

Por isso, evite comer muita fritura e embutidos como salsichas, linguiças, salames e presuntos. O ideal é aumentar o consumo de alimentos saudáveis como as frutas, verduras e legumes. Eles contêm vitaminas, nutrientes e fibras que auxiliam as defesas do organismo. Procure ingerir, pelo menos, cinco porções por dia.

Tabagismo

O cigarro é um fator de risco para qualquer tipo de câncer. Ele libera no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas, que podem ser inaladas por fumantes e não fumantes. Os movimentos do Outubro Rosa e de várias outras organizações alertam sobre o uso do tabaco e os danos que ele causa ao organismo.

Sedentarismo e obesidade

Não ser fisicamente ativo e estar acima do peso é um risco para o desenvolvimento de câncer de mama, principalmente após a menopausa. Praticar exercícios físicos proporciona um corpo mais saudável e menos suscetível a doenças.

Outro fator importante é a quantidade de estrogênio produzido pelo tecido adiposo — camada de gordura. Quanto mais gordura o corpo possui, mais estrogênio produz. O problema é que as células cancerígenas usam esse hormônio como combustível, já que ele atua fortemente nas glândulas mamárias.

Principais sintomas da doença

Muitas pessoas acreditam que o caroço é o único sintoma do câncer de mama, mas não é verdade. Nos primeiros estágios a doença costuma ser assintomática. Contudo, conforme se desenvolve, outros sinais começam a surgir, e é muito importante saber reconhecê-los:

  • alterações no tamanho ou no formato da mama;

  • vermelhidão, inchaço, dor ou calor na pele do seio;

  • nódulos nas axilas;

  • liberação de secreções escuras ou sangue pelo mamilo;

  • coceira na mama e no mamilo;

  • feridas e crostas na pele;

  • pele da mama enrugada.

Outubro Rosa: 10 cuidados para prevenir o câncer de mama

Aproveitando o mês do Outubro Rosa, é momento de reavaliar certos hábitos e mudar de atitude para prevenir o câncer de mama. A partir dos 50 anos, a recomendação é que as mulheres façam a mamografia a cada dois anos. Contudo, quem tem histórico familiar deve fazer o exame mais cedo. O ideal é procurar um médico para obter orientações, pois cada caso exige um procedimento diferenciado.

O segundo cuidado, independentemente da idade, é o autoexame — com ele, é possível detectar nódulos e alterações nas mamas. As mulheres devem realizá-lo uma vez ao mês, cerca de 3 a 5 dias após o início da menstruação. O processo é muito simples: no momento em que você estiver relaxada, vá em frente a um espelho e fique, de preferência, sem blusa e sem sutiã.

Primeiramente, observe os seios e veja se existe alguma alteração na textura, tamanho e forma. Depois, levante o braço esquerdo e coloque a mão atrás da cabeça. Com a mão direita, apalpe o seio esquerdo e faça movimentos circulares com os dedos, para cima e para baixo. Pressione o mamilo suavemente. Repita o mesmo processo no seio direito.

O autoexame e a mamografia são hábitos que devem estar presentes na vida de qualquer mulher. Contudo, atitudes diárias também podem prevenir o câncer de mama. Confira mais 8 cuidados importantes:

  • vá ao médico regularmente;

  • evite bebidas alcoólicas e cigarro;

  • pratique exercícios físicos;

  • tenha uma alimentação balanceada;

  • amamente durante o maior tempo possível;

  • siga uma rotina menos estressante;

  • evite o excesso de peso — mantenha o IMC adequado;

  • faça a terapia de reposição hormonal apenas com orientação médica.

O câncer de mama assusta muitas pessoas. Entretanto, informações podem salvar vidas. Sendo assim, aproveite o Outubro Rosa e busque o máximo de conhecimento possível. Vá ao médico e se previna. A doença pode ser curada se diagnosticada no início.

Com alguns cuidados e mudanças na rotina, é possível prevenir o câncer de mama. Compartilhe este artigo nas suas redes sociais. É importante que todos tenham acesso a essas informações!

A realização de cirurgias plásticas está cada vez mais comum, segura e acessível. Por essa razão, cada vez mais pessoas recorrem a um cirurgião plástico para melhorar aspectos que não estão agradando em seus corpos.Powered by Rock Convert
Dr. Lecy Marcondes

DR. Lecy Marcondes

Dr Lecy Marcondes Cabral, Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, Fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões, 35 anos de profissão, graduou-se, em 1982, em medicina pela Faculdade de Medicina de Pouso Alegre, em Minas Gerais:

  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Integra o Corpo Clínico do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Pesquisador na área de Cirurgia Plástica
  • Premiado nos Fóruns de Pesquisa do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Autor de capítulos de livros publicados nas áreas de cirurgia e cirurgia plástica.
  • Diretor e Responsável da Clínica Integrada de Cirurgia Plástica São Paulo.

Deixe um comentário

Por favor, seja educado. Nós gostamos disso. Seu e-mail não será publicado e os campos obrigatórios estão marcados com "*"

Navegação