Programa Nacional de Segurança do Paciente: quais são as exigências?

Sabia que existe um protocolo a ser seguido pelas instituições de saúde brasileira quanto a segurança do paciente? A primeira vista parece algo simples, porém, tem ampla dimensão porque as diretrizes visam a identificação e prevenção de ocorrências indesejáveis.

Caso não seja seguido, pode comprometer o tratamento do paciente. Por isso, deve-se avaliar os aspectos clínicos de assistência e gerenciais, de acordo com a necessidade. Assim, deixa de ser apenas um manual de boas práticas para se tornar um Programa Nacional de Segurança do Paciente.

Quer saber como isso funciona? Então, leia este post até o fim e fique bem informado sobre como os hospitais públicos, privados e clínicas precisam proceder.

O que é o Programa Nacional de Segurança do Paciente?

O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi criado pelo Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) com o objetivo de diminuir e prevenir ocorrências que provoquem riscos e danos à saúde dos pacientes.

Os estudos e ações realizadas pelas instituições de saúde públicas, privadas e de ensino seguem seis metas baseadas na Organização Mundial de Saúde e nas Portarias GM/MS 1377/2013 e GM/MS 2.095/2013, protegendo tanto os pacientes quanto os profissionais da área.

O projeto trabalha minimizando os eventos que possam acontecer nos hospitais e clínicas, visto que é uma preocupação mundial. Prova disso é que a OMS criou a Word Alliance for Patient Safety (Aliança Mundial pela Segurança do Paciente), com diretrizes para melhorar a proteção das pessoas atendidas.

Como o PNSP auxilia na redução de erros na medicina?

As orientações e normas devem ser seguidas por todas as equipes de saúde, começando pelos médicos, enfermeiros, demais funcionários, familiares e acompanhantes. Todos precisam evitar que imprevistos coloquem em risco a segurança do paciente dentro de um ambiente médico, independentemente de qual seja ele.

Para sua implantação é necessário realizar treinamentos com as equipes, trabalhar com metas e até recompensas. A partir do momento que os funcionários estejam alinhados, as conquistas dos resultados são grandes.

Outra maneira de reduzir erros é investir em tecnologia quando o assunto está relacionado ao controle de medicamentos e procedimentos, identificação de pacientes e segurança de informações. Dessa forma, haverá mais confiabilidade ao serviço, além de que os softwares e programas agilizam os trâmites burocráticos.

Quais são as exigências dos órgãos controladores para a prestação do serviço?

Saiba quais são os requisitos pedidos no Programa Nacional de Segurança do Paciente.

Identificação dos pacientes

Teria que ser óbvio que cada paciente seja identificado para que a administração de fármacos ocorra corretamente. Contudo, ministrar medicamentos errados é algo comum dentro de instituições médicas, bem como tratamentos inadequados ou mesmo cirurgias equivocadas.

Esses fatos podem acontecer devido à falta de atenção de funcionários, pressa por causa do volume de trabalho, processos defeituosos, pacientes homônimos ou falhas vindas da farmácia do hospital.

Desse modo, seguindo um protocolo, haverá um procedimento de identificação que começa no nome do paciente até os equipamentos que ele vai utilizar. Ainda, é solicitado que se faça a checagem dos processos para garantir a segurança dele. Assim, são usadas pulseiras de identificação, se estiver consciente a confirmação do nome, data de nascimento, nome da mãe etc.

Capacitação dos profissionais

O PNSP tem que oferecer segurança também aos profissionais que atuam na saúde, pois terão que evitar desperdícios e retrabalhos para que se aumente a eficiência. Logo, haverá redução de problemas relacionados a abusos, maus tratos e processos de responsabilidade contra eles.

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Entretanto, não são somente os funcionários que precisam de capacitação, os médicos também tem que fazer a atualização na sua área de atuação, para que promovam uma saúde de qualidade em todas as fases de atendimento.

Cirurgia segura

Qualquer cirurgia tem seu risco, por isso, deve-se cumprir padrões rígidos de segurança dentro das exigências para que:

  • garanta que é o paciente correto;
  • seja feito o procedimento indicado na pessoa e no local certo;
  • se faça a higienização desde a lavagem de mãos da equipe até a paramentação dos profissionais;
  • anestesia adequada às condições de saúde do paciente.

Além de outros critérios visando a redução de falhas. Portanto, seguindo as normas, tanto médico como paciente saem ganhando. Inclusive, se houver algum processo judicial haverá o amparo legal.

Política preventiva

É preciso mudar ou criar uma política preventiva dentro da cultura hospitalar, porque, geralmente, as instituições procuram os culpados e não se preocupam com medidas preventivas para que o problema não se repita.

Por esse motivo, os colaboradores se recusam a dizer a verdade ou omitem informações relevantes para não serem penalizados. Com uma política preventiva, incorreções de assistência ao paciente são minimizadas, motivando os funcionários a trabalharem dentro do padrão estabelecido.

Assim, quando há um acidente, os gestores realizam o levantamento dos erros de assistência para analisar os riscos e o perfil do doente. Após, criam-se medidas para que se reduza ao mínimo possível a chance de que tal fato surja novamente. No entanto, é preciso estar atento a novos problemas e identificá-los antes de causar danos ao paciente.

Organização dos processos hospitalares

Para tudo existem regras, logo, os procedimentos têm que seguir as normas hospitalares para prevenir contaminações e administração incorreta de remédios. Os enfermeiros precisam acompanhar as etapas de internação das pessoas.

Para isso, precisam identificar e prevenir condutas equivocadas por meio de um checklist ao conversar com os pacientes, conferindo cada item. Devido a isso, é relevante o treinamento contínuo da equipe para evitar problemas que possam impactar a gestão da instituição.

Higienização do corpo

Desde criança, as pessoas sabem que precisam manter as mãos sempre limpas, pois elas trazem muitas infecções. Agora, imagina essa situação dentro de hospitais e clínicas o quanto o risco é potencializado. Principalmente, dentro do centro cirúrgico, após médicos e enfermeiros tocarem vários pacientes na enfermaria.

Por isso, os protocolos determinam a forma e frequência certa de lavar as mãos, como manter frascos de álcool em gel espalhados pelos ambientes, inclusive nos quartos. Isso ajuda a reduzir os riscos de contágios e faz a diferença no local de saúde.

Melhoria da comunicação

A informatização é uma tendência em qualquer área e, nos hospitais e clínicas, sua efetividade tem sido comprovada, pois otimiza as tarefas gerenciais, reduz custos operacionais e ainda os dados podem ser armazenados na nuvem.

Por exemplo, com o prontuário eletrônico, as falhas na administração de medicamentos diminui muito. O mesmo acontece com a gestão dos produtos hospitalares, já que as letras dos médicos dificilmente são interpretadas.

Por fim, diante dessas informações, quando for procurar uma clínica ou organização hospitalar verifique se ela respeita e cumpre o Programa Nacional de Segurança do Paciente para a realização de cirurgia plástica, por exemplo. Não coloque sua vida em risco.

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A realização de cirurgias plásticas está cada vez mais comum, segura e acessível. Por essa razão, cada vez mais pessoas recorrem a um cirurgião plástico para melhorar aspectos que não estão agradando em seus corpos.Powered by Rock Convert
Dr. Lecy Marcondes

DR. Lecy Marcondes

Dr Lecy Marcondes Cabral, Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, Fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões, 35 anos de profissão, graduou-se, em 1982, em medicina pela Faculdade de Medicina de Pouso Alegre, em Minas Gerais:

  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Integra o Corpo Clínico do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Pesquisador na área de Cirurgia Plástica
  • Premiado nos Fóruns de Pesquisa do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Autor de capítulos de livros publicados nas áreas de cirurgia e cirurgia plástica.
  • Diretor e Responsável da Clínica Integrada de Cirurgia Plástica São Paulo.

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