Sabia que a abdominoplastia pode acabar com a diástase abdominal?

Quando a mulher engravida, seu corpo se prepara para abrigar um bebê. Uma das mudanças está relacionada ao aspecto do abdômen, visto que a pele estica e os músculos podem se separar para que o útero cresça. O resultado é uma barriga com excesso de pele, áreas de flacidez e um aumento de volume na parte superior do abdômen.

A última característica notada se chama diástase abdominal, cuja causa é o afastamento dos músculos abdominais (chamados de retos). Essa alteração na parede do abdômen também pode ocorrer em pessoas obesas, devido ao excesso de tecido na região. Alguns casos, geralmente os leves, são corrigidos com fisioterapia e exercícios específicos para fechar os músculos.

No entanto, quando a separação é maior, o problema só pode ser revertido com cirurgia. Nesses casos, a diástase abdominal é tratada com abdominoplastia, um tipo de cirurgia plástica. A seguir, apresentaremos o que é e como é feita a abdominoplastia, para quem é indicada, quais são os cuidados importantes para esse procedimento e outras informações relevantes. Confira!

O que é a diástase abdominal?

A palavra diástase tem origem grega (diastasis) e significa separação, portanto a diástase abdominal é caracterizada pelo afastamento dos músculos do abdômen. Nesse caso, a parte afetada é a musculatura reto abdominal, formada por dois músculos paralelos e divididos por uma faixa de tecido conjuntivo.

Esse é o músculo que se destaca, formando os gomos do abdômen em pessoas com baixo percentual de gordura. Além disso, sua função envolve comprimir a barriga e auxiliar de forma importante na postura, assim como na respiração forçada.

A diástase frequentemente ocorre durante a gravidez, devido ao crescimento do útero para abrigar o bebê. No entanto, essa condição também é comum em pessoas obesas ou naquelas que ganharam peso rapidamente.

Por fim, a alteração pode aparecer em indivíduos com distúrbios na produção de colágeno, visto que os músculos se tornam mais fracos, e também em pessoas com doenças crônicas, como diabetes e patologias pulmonares.

De que forma identificar o problema?

Quando presente, a diástase torna o abdômen abaulado, problema que é referido muitas vezes como “estômago alto”. O contorno corporal fica comprometido e a barriga pode se tornar “quadrada” devido à perda da cintura.

Quando o indivíduo faz algum esforço físico, como tossir ou pegar peso, também é possível notar protuberâncias na musculatura do reto abdominal. O quadro é acompanhado de dores nas pernas, nádegas e costas, uma vez que a musculatura dessas regiões fica sobrecarregada para suprir a fraqueza dos músculos abdominais.

No entanto, apesar dos sinais indicativos, somente um profissional da área de saúde pode diagnosticar o problema e definir a melhor abordagem para tratá-lo. Sendo assim, quando houver suspeita, é fundamental procurar um cirurgião plástico que atue na correção da diástase abdominal.

Como é feito o tratamento?

Em casos leves, nos quais a abertura é pequena, uma abordagem mais conservadora pode ser viável. É possível tentar fechar a diástase com dieta, exercícios específicos para o abdômen e uso de cinta compressora. No entanto, quando o quadro é severo ou o tratamento acima falha, a melhor opção é a cirurgia — chamada de abdominoplastia.

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O que é a abdominoplastia para correção de diástase abdominal?

A abdominoplastia é uma cirurgia plástica e de caráter estético. Isso porque seu objetivo é remover o excesso de pele e gordura do abdômen, o que melhora o contorno corporal e, consequentemente, a autoestima da paciente. No entanto, a intervenção cirúrgica também pode ter caráter funcional, visto que é possível fechar os músculos retos no caso da diástase.

Para tanto, a paciente deve procurar um médico especialista em cirurgia plástica. Ele vai examinar a pessoa e pedir exames de imagem para confirmar sua suspeita. Se a diástase severa for diagnosticada, a abdominoplastia será uma ótima forma de fechar os músculos da parede abdominal e retirar o excesso de pele e flacidez que normalmente é verificado após o parto.

Para tanto, a paciente faz alguns exames pré-operatórios e se prepara para a cirurgia. Na sala, ela será anestesiada (normalmente com anestesia geral ou peridural). Após isso, o cirurgião realiza um corte transverso na região do abdômen inferior, a fim de descolar a pele até a área próxima às costelas. Dessa forma, a cicatriz ficará em uma localização semelhante à da cesárea, escondida pela lingerie.

Em seguida, o médico localiza a região onde ocorreu a diástase e promove seu fechamento, por meio de amarração ou sutura dos músculos abdominais. Sendo assim, a musculatura reto abdominal voltará a ser íntegra.

Caso seja a vontade da paciente, o cirurgião plástico também removerá o excesso de pele, gordura e flacidez, bem como estrias e celulites da região. O objetivo é remodelar todo o abdômen, devolvendo à pessoa uma silhueta mais harmoniosa e forte.

Existem contraindicações a esse procedimento?

A abdominoplastia para a correção da diástase abdominal é contraindicada a mulheres que desejam engravidar novamente, pois é natural que a separação dos músculos abdominais ocorra devido ao crescimento do útero. Situações especiais, como pessoas que sofrem com distúrbios de coagulação ou do colágeno, devem ser avaliadas separadamente pelo cirurgião plástico.

Quais são os cuidados pós-operatórios?

O período pós-operatório exige vários cuidados (que serão recomendados pelo médico). É fundamental segui-los à risca e não se basear em conselhos de terceiros, afinal a recuperação é imprescindível para o bom resultado estético e funcional da cirurgia.

O uso da cinta abdominal deve ser imediato após o procedimento e, geralmente, se mantém por cerca de um mês. Também podem ser recomendadas sessões de drenagem linfática, a fim de diminuir o acúmulo de líquidos que ocorre após cirurgias.

O esforço físico deve ser evitado por no mínimo 40 dias, assim como a exposição ao sol. Dessa forma, o paciente deve fazer repouso relativo, evitando dirigir, subir ou descer escadas e pegar peso, por exemplo.

Podemos concluir que a abdominoplastia, além de uma cirurgia funcional, é um procedimento estético. Trata-se de uma ótima alternativa para diminuir o desconforto causado pela diástase abdominal, potencializando a autoestima e a qualidade de vida.

E então, deseja saber se o seu problema é a diástase abdominal ou tratar essa alteração? A Clínica Integrada de Cirurgia Plástica pode ajudar você! Estamos localizados em São Paulo, com uma equipe multiprofissional e muito qualificada para tratar o quadro. Entre em contato conosco e saiba mais!

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Dr. Lecy Marcondes

DR. Lecy Marcondes

Dr Lecy Marcondes Cabral, Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, Fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões, 35 anos de profissão, graduou-se, em 1982, em medicina pela Faculdade de Medicina de Pouso Alegre, em Minas Gerais:

  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Integra o Corpo Clínico do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Pesquisador na área de Cirurgia Plástica
  • Premiado nos Fóruns de Pesquisa do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Autor de capítulos de livros publicados nas áreas de cirurgia e cirurgia plástica.
  • Diretor e Responsável da Clínica Integrada de Cirurgia Plástica São Paulo.

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