Tipos de anestesia: saiba quais são e quando são mais indicadas

A busca por um tratamento estético e/ou saúde pode levantar a muitas duvidas sobre os diversos tipos de anestesias e suas respectivas indicações.

A anestesia é um método que bloqueia os estímulos dolorosos durante um procedimento cirúrgico. Os remédios utilizados como anestésicos são para diferentes tipos de anestesia – geral, peridural, raquidiana, local ou sedação – dependendo da cirurgia.

Algumas cirurgias podem requerer muito mais que o bloqueio da sensação de dor, como: anestesiar a musculatura para que não haja movimentos durante a operação, ou induzir ao sono profundo, são aqueles casos em que você acorda e pergunta: quando a cirurgia irá começar e a cirurgia já terminou.

Neste post vamos abordar quais são os tipos de anestesia e em quais operações elas devem ser aplicadas. Continue com a leitura!

1. Anestesia local e anestesia local com sedação

A anestesia local é o mais simples dos procedimentos anestésicos. É indicada para cessar a dor em uma pequena região — como as usadas em tratamentos dentários, pequenos tumores na pele, corrigir cicatrizes, e sutura de cortes — é aplicada diretamente no local a ser operado.

As substâncias utilizadas com esta finalidade são varias, podendo ser de uso tópico ou infiltrativa,associada ou não com a sedação. A indicação irá variar de acordo com o procedimento e sua extensão; como por exemplo a cirurgia das pálpebras, que poderá ser indicada anestesia local ou associada com sedação.

2. Anestesia geral

Indicada em intervenções cirúrgicas maiores ou mais complexas e de duração mais longa — como a mamoplastia e a ritidoplastia —, a anestesia geral ocorre com a administração de drogas intravenosas a fim de deixar o paciente em um sono profundo controlado.No caso das ritidoplastias é comum associarmos a anestesia geral com a anestesia local, a fim de diminuirmos a dor no pós-operatório e o sangramento durante o ato cirúrgico.  

Dependendo do grau de complexidade da cirurgia ou do tempo da mesma, o paciente é mantido por ventilação assistida espontânea através de uma mascara de oxigênio ou mecânica – entubado, para possa receber oxigenação adequada durante o procedimento cirúrgico. 

De qualquer forma, nos dias de hoje , quando termina a sua cirurgia, você já estará despertando,pois todo o processo de sedação ou de anestesia geral são revertidos quase que instantaneamente junto com o término da cirurgia. .

 

3. Anestesia peridural

Aplicada entre as vértebras, a anestesia peridural — ou epidural — é usada em cirurgias que necessitem um bloqueio da cintura para baixo, como as realizadas no abdômen, região pélvica, pernas, ou outras operações nos membros inferiores.

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O anestesista orienta o paciente a ficar sentado ou deitado de lado, inclinando o corpo para frente e dobrando os joelhos, para que o anestésico seja aplicado entre as vértebras da coluna espinhal.

Em seguida, o profissional insere a agulha e o cateter, para depois injetar o medicamento dentro desse tubo fino. O paciente poderá sentir uma leve picada da agulha e uma sensação de calor provocada pela entrada do remédio. O anestesista continua administrando a droga pelo cateter durante a cirurgia.

Há situações em que a peridural é aplicada com sedação, ou seja, o paciente dorme, e assim, não sente nenhum desconforto durante a cirurgia plástica.

4. Anestesia raquidiana

Popularmente conhecida como “raqui”, a anestesia raquidiana é semelhante a anestesia peridural, mas a diferença é o local da aplicação: a “raqui” é aplicada no interior da coluna espinhal, e de uma única vez, ou seja, não é administrada de forma contínua como a peridural.

É um dos tipos de anestesia mais indicado em partos de cesariana, pois oferece bloqueio motor por 3 horas, mas sem deixar a gestante inconsciente.

A anestesia “raqui” também pode ser adotada para outras intervenções em membros inferiores, tais como vasculares, ortopédicas, curetagens, ginecológicas e urológicas. Assim como a peridural, a raqui também pode ser associada à sedação.

Tanto a anestesia peridural quanto a raquidiana podem ser acompanhadas da anestesia geral como forma de dar mais conforto à paciente após o ato cirúrgico.

 

Qual anestesia deve ser usada na cirurgia plástica?

Antes de realizar qualquer cirurgia, o médico e o anestesista avaliam o histórico do paciente, exames pré-operatórios, possíveis alergias e reações a anestesia, medicamentos de que esteja fazendo uso e hábitos de vida — se o paciente é fumante e consome bebida alcoólica, por exemplo.

É por meio desses dados que o anestesista responsável pela sua anestesia vai decidir qual é a anestesia ideal para o tipo de procedimento que você ira realizar.

De qualquer forma, as anestesias mais comuns para a realização de cirurgias plásticas, a depender da complexidade, são as locais com sedação, peridural e raquidiana e a anestesia geral. A escolha da melhor técnica anestésica para cada caso é sempre do anestesista, que é um elemento importantíssimo dentro da equipe de cirurgia.

Portanto, quando você estiver com o seu médico e o seu anestesista, não deixe de tirar todas as suas dúvidas e saber qual anestesia será aplicada em seu caso. A anestesia é acompanhada pelo profissional, que monitora o paciente e controla seus sinais vitais durante toda a operação.

Este artigo sobre os tipos de anestesia foi esclarecedor para você? Então não deixe de acompanhar tudo o que você precisa saber sobre o pré-operatório de uma cirurgia plástica!

A realização de cirurgias plásticas está cada vez mais comum, segura e acessível. Por essa razão, cada vez mais pessoas recorrem a um cirurgião plástico para melhorar aspectos que não estão agradando em seus corpos.Powered by Rock Convert
Dr. Lecy Marcondes

DR. Lecy Marcondes

Dr Lecy Marcondes Cabral, Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, Fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões, 35 anos de profissão, graduou-se, em 1982, em medicina pela Faculdade de Medicina de Pouso Alegre, em Minas Gerais:

  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Integra o Corpo Clínico do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Pesquisador na área de Cirurgia Plástica
  • Premiado nos Fóruns de Pesquisa do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Autor de capítulos de livros publicados nas áreas de cirurgia e cirurgia plástica.
  • Diretor e Responsável da Clínica Integrada de Cirurgia Plástica São Paulo.

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